sexta-feira, 31 de julho de 2009
Só em filme mesmo!

Não tenho o hábito de postar aqui e nem tenho tempo para falar a verdade, só em dias que eu estou entediada como hoje lembro que esse blog existe, HIHI
Ultimamente tudo está bem corrido, confuso, aah uma bagunça :)
Espero colocar algumas coisas em ordem esse fim de semana, dar uma geral no meu quarto, HIHI e tentar colocar minha cabeça e meus sentimentos no lugar...
Hoje é sexta-feira e eu estou em casa ó! Depois que começamos a trabalhar feitos escravos não temos mais tanta disposição para sair todas as sextas-feiras, como eu sai sexta passada hoje resolvi ficar em casa, dar uma organizada aqui no pc, apagar históricos de msn, fotos e algumas coisas mais :)
AHH enfim.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Não cresce!
sábado, 18 de julho de 2009
Um brinde então!
Sartre da São João, hálito de bebida barata e meio Vila Rica amassado no bolso. Devorador de memórias de prostitutas e arruinados, o doce prazer dos últimos trocados. Hoje escreverei o livro de toda minha vida, e trocarei os manuscritos por beijos e carinhos pagos. Foi tudo um engano. Um enorme engano do acaso. E acabei aqui, vencedor mais derrotado, de troféu entre os braços, sem ninguém pra me chamar de herói. Velando meus coelhos brancos.(...) As pessoas não ficam, sempre passam, evitam contato com o homem e seus desencantos. E eu assisto tudo, como um filme de quinta categoria, sem saber porque faço ou falo coisas. Em um cinema sujo e triste, as mulheres me cospem, o coração desiste e deixo o orgulho para as moscas.(...) Um brinde então, a esse odor de quarto úmido, a televisão que não sintoniza. Um brinde ao Domingo, ao tédio, a esse colchão imundo, onde casais feios treparam por dias. Eu sou herói de ninguém e quero um quarto sem espelhos. Um corpo sem nome pra abraçar com os joelhos. Porque hoje sou o que sou, o leão covarde da boca do lixo na estrada de tijolos mais suja e cheia de bichos. Decorei poesias, li Kierkegaard, Nietzsche até o raiar do dia. E só conheci mesmo na vida os demônios sujos que não conhecia.(...)Verdade Fernando, jamais conheci mesmo quem levasse porrada e todos que conheci me chutaram mesmo caído à calçada. Holden estou aqui, de esperanças enterradas. Atravesso, atravesso a estrada e nunca acontece nada... nada. (Dance of Days- Os funerais do coelho branco II)
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Distração.
domingo, 12 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Quem nunca escreveu seu nome junto do de alguém numa folha de caderno? Quem nunca ficou fazendo planos, deitado na cama antes de dormir? Quem nunca leu e releu um histórico de MSN e lembrou como se fosse na hora? Quem nunca viu uma foto e pensou como seria se você estivesse lá? Quem nunca precisou ouvir um elogio pra se sentir bem? Quem nunca falou alguma coisa e se arrependeu depois? Quem nunca teve um sonho perfeito e ficou morrendo de raiva de ter acordado? Quem nunca ouviu uma música e lembrou de alguém? Quem nunca olhou pro celular achando que era ele e era sua mãe? Quem nunca se iludiu? Quem nunca teve vontade de sumir e só voltar quando tudo estivesse bem? Quem nunca amou e não foi correspondido? Quem nunca viu um filme de romance e quis ser feliz para sempre? Na vida tudo esta sujeito a acontecer...Desconhecido.
NEOQEAV.

Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar. A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra "Neoqeav" num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente. Eles se revezavam deixando "Neoqeav" escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar. Eles escreviam "Neoqeav" com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho. "Neoqeav" era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho. Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar "Neoqeav" na última folha e enrolou tudo de novo. Não havia limites para onde "Neoqeav" pudesse surgir. Pedacinhos de papel com "Neoqeav" rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam. Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros. "Neoqeav" era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília. Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam. Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro. Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós. Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida. Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar. O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam. Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena. Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal. Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso. Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos. Antes de cada refeição eles se reverenciavam e davam graças a Deus e bençãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte. Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes. Como sempre, vovô estava com ela a cada momento. Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair. O câncer agora estava de novo atacando seu corpo. Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã. E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa. Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, rezando a Deus para zelar por sua esposa. Então, o que todos nós temíamos aconteceu. Vovó partiu. "Neoqeav"foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó. Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez. Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela. Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser. Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento. Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava. Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando: "Mas o que Neoqeav significa?" Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você = "NEOQEAV"
Meu helianto.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Amar é um deserto e seus temores.

Assim que o dia amanheceu lá no mar alto da paixão, dava pra ver o tempo ruir. Cadê você? Que solidão! Esquecera de mim. Enfim! De tudo que há na terra, não há nada em lugar nenhum, que vá crescer sem voce chegar, longe de ti tudo parou! Ninguém sabe o que eu sofri! Amar é um deserto e seus temores. Vida que vai na sela dessas dores, Não sabe voltar, me dá teu calor! Vem me fazer feliz, porque eu te amo! Você deságua em mim e eu oceano, esqueço que amar é quase uma dor! Só sei viver se for por você!
domingo, 5 de julho de 2009
Você foi minha vida, mais eu sou apenas um capítulo da sua.
Querida Holly, eu não tenho muito tempo. Não digo literalmente. Você foi comprar um sorvete e vai voltar logo. Mas tenho a impressão de que é a ultima carta. Porque só resta uma coisa a lhe dizer. Não é para se lembrar sempre de mim ou comprar um abajur, você pode se cuidar sem a minha ajuda. É para lhe dizer como você mexeu comigo, como você me mudou. Amando-me, você fez de mim um homem, Holly... e por isso eu sou eternamente grato. Literalmente. Se pode me prometer algo prometa que... sempre que você se sentir triste ou insegura... ou que sua fé vacilar... você vai tentar olhar pra si mesma com meus olhos. Obrigado pela honra de tê-la como esposa. Não tenho do que lamentar. Tenho muita sorte. Você foi minha vida Holly, mas eu sou apenas um capítulo da sua. Haverá mais. Eu prometo .Portanto aqui vai meu grande conselho. Não tenha medo de se apaixonar de novo. Fique atenta àquele sinal de que não haverá mais nada igual. P.S.: Eu sempre te amarei.
sábado, 4 de julho de 2009
Era só um sonho.

Ele perturbou minha espera, me transformou, me projetou para fora do tempo, fora da vida que eu levava ou da ausência de vida que constituía meu universo. Queria que ele não acabasse nunca, que me fizesse esquecer-se de tudo, que me apagasse do mundo. Cheguei a acreditar que poderia viver no sonho e fazer dele a minha realidade e de minha triste realidade um sonho distante e inverossível. Mas era só um sonho e essa constatação estilhaçava minhas ilusões. (u)
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